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Designer produz peles a partir de corpos de animais atropelados

02 de janeiro de 2016 às 17:30

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Petite Mort Fur

Foto: Petite Mort Fur

Pamela Paquin é uma designer que se auto proclama “uma adoradora dos animais que faz roupas e casacos de peles”. Trata-se de um paradoxo que se baseia em uma prática bizarra: as peles são feitas a partir de animais mortos por atropelamento em estradas, de modo que nenhum animal é morto deliberadamente com o propósito de se usar a sua pele. As informações são da Care2.

Segundo a reportagem, Pamela tenta se valer de uma “brecha vegan” para o seu trabalho. Para ela, os produtos que ela vende sob a marca Petite Mort Fur label consistem em “pele acidental”, e são feitos para que pessoas que amam animais possam usar peles “livres de culpa”. Ela defende que esse seja “um caminho para revolucionar a indústria de peles, reduzir a pegada (emissão) de carbono, e trazer mais dólares para os designers americanos”.

“Por acaso eu quero que esses animais morram nas rodovias? Absolutamente não”, diz Pamela. “Mas enquanto houver veículos, nós teremos esse problema. É nesse ponto que nos encontramos. Uma vez que esses produtos de peles serão comprados de qualquer forma, eu quero mudar a indústria, de maneira que ela pare de vender peles sintéticas pois estas são feitas de petróleo, que mata toneladas de animais (sic) por ano”.

De acordo com a Humane Society dos Estados Unidos, a cada semana, milhões de animais são atingidos por carros nos Estados Unidos. Essa estatística despertou o interesse – ou a ambição – da designer. Então ela pediu ao departamento de estradas que a avisasse quando seus funcionários encontrassem um novo animal morto, para que ela fosse pegar o corpo.

Ela diz que esse trabalho não foi algo agradável, pois ela cresceu em uma fazenda e conviveu com animais domésticos por toda a sua vida, afirmando que o fato de um animal ter sido morto devido a uma pobre decisão de atravessar uma estrada era algo que lhe partia o coração, mas que, mesmo assim, ela começou a fazer o que planejou.

“Eu disse a mim mesma que precisava encarar isso e iria conseguir fazê-lo”, relata ela a respeito da primeira vez que ela esfoIou um animal em 2013. Ela disse que aprendeu a usar a faca com um caçador de cervos, e um sapateiro a ensinou a costurar couro.

Ela já trabalhou com peles de guaxinins e gambás – que são animais mais populares na área – bem como cervos, ursos, coiotes e raposas. Seus corpos são pegos na região nordeste dos Estados Unidos por cinco homens contratados pela sua empresa, “se as peles não estiverem sangrentas ou sujas”.

Pamela argumenta que, ao fazer isso e colocar os seus produtos à venda, ela estaria poupando vidas de animais que seriam mortos pela indústria de peles para esse fim, substituindo-os por peles vindas de animais que foram mortos de outra forma. Segundo ela, a tal pele acidental tem “o potencial de transformar um problema em dólares”, beneficiando os Estados Unidos, pois hoje a maior parte das peles vem da Europa.

Ela tenta justificar que, se a ‘pele acidental’ se tornar uma norma, a América do Norte será o único lugar com possibilidade de se tornar líder em uma indústria que movimenta 40 bilhões de dólares.

No entanto, Pamela não está conseguindo convencer o público de que sua ideia é ética e benéfica para os animais. Comentadores na página da Petite Mort Fur no Facebook apontam que usar peles, não importa a maneira como elas são obtidas, apenas promove cada vez mais o uso das mesmas, o que leva o sofrimento a mais animais.

Nota da Redação: Não há o que questionar – a iniciativa desta dita designer é abjeta e horrenda. Atropelamentos de animais são consequências de ações errôneas do ser humano e devem ser repudiados, e não considerados algo inevitável e justificados pelo uso posterior das peles das vítimas. Amar os animais ou respeitar os seus direitos não inclui de forma alguma o uso e a exploração de seus corpos, estejam eles com ou sem vida. 

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