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EUA abrem inquérito sobre morte do leão Cecil no Zimbábue

1 de agosto de 2015
3 min. de leitura
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Cartaz com a mensagem ‘apodreça no inferno’ é visto na porta da clínica do dentista Walter Palmer, em Bloomington, Minnesota, na quarta (29) (Foto: Glen Stubbe/Star Tribune via AP)
Cartaz com a mensagem ‘apodreça no inferno’ é visto na porta da clínica do dentista Walter Palmer, em Bloomington, Minnesota, na quarta (29) (Foto: Glen Stubbe/Star Tribune via AP)

Autoridades norte-americanas abriram um inquérito no início desse fim de semana sobre a morte de um famoso leão no Zimbábue, enquanto o dentista americano que matou o animal permanece foragido em meio à crescente indignação mundial.
O caçador Walter Palmer matou o leão Cecil no começo desse mês, depois de atraí-lo para fora dos limites do Parque Nacional Hwange.
Duas pessoas envolvidas na caçada compareceram à corte do país africano sob acusação de caça. Enquanto isso, o furor continua a crescer em solo americano, com pedidos para que Palmer seja punido também.
“Nós estamos investigando a morte de #Cecilthelion. Iremos onde os fatos nos levarem. Pedimos ao Dr. Palmer ou seu representante para que entre em contato conosco imediatamente”, postou no Twitter o Serviço Americano de Peixes e Vida Selvagem (USFWS), que abriu o inquérito.
Walter Palmer permanece foragido enquanto multidões deixam animais de pelúcia em forma de leões, tigres e macacos em frente a seu consultório, em Minnesota. Um cartaz escrito “apodreça no inferno” foi grudado na porta do local.
A deputada Betty McCollum juntou denúncias para investigar o dentista, que é um caçador experiente e está sendo acusado por matar um urso preto em 2008 nos Estados Unidos.
“Atrair e matar um animal ameaçado, como este leão africano, por esporte não pode ser chamado de ‘caça’, mas sim uma exibição vergonhosa de crueldade insensível”, disse McCollum na última quarta-feira.
Ela urgiu à procuradoria norte-americana e ao USFWS para “investigar se as leis dos Estados Unidos foram violadas em termos de conspiração, suborno de funcionários estrangeiros e caça de uma espécie ou animal protegido”.
Enquanto isso, o Clube Internacional de Safári, organização de caça da qual Palmer era membro, anunciou que apoia o inquérito e que revogou a filiação do dentista e de seu guia.
Cecil era uma atração popular entre os vários turistas estrangeiros que visitavam o Parque Nacional Hwange, e também fazia parte de um projeto de pesquisa da Universidade de Oxford.
A suspeita é que o leão tenha sido atraído para fora do parque e, primeiramente, atingido por uma flecha. Após isso, Palmer e seu guia teriam-no rastreado e matado com uma arma, cerca de 40 horas depois.
Na última terça-feira, o dentista fez uma declaração expressando arrependimento por matar Cecil e dizendo que não fazia ideia de que ele era protegido e que fazia parte de um estudo, alegando que acreditava que a caça era legal.
Pessoas fizeram vários insultos ao rico dentista no Twitter, e a hashtag #WalterPalmer entrou para os trending topics.
A esposa do roqueiro Ozzy Osborne, Sharon, se juntou à mobilização online e tuitou: “#WalterPalmer é Satã. Eu não sei como alguém poderia procurar esse homem para tratamento dentário depois disso. Ele é um assassino. Tenham cuidado!”.
Fonte: G1

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